Estou aqui lhe escrevendo está carta em nome de todas as pessoas que a senhora vem visitando ultimamente, e eu sou uma delas.
Primeiro gostaria de lhe fazer uma pergunta. A senhora acha legal ir entrando sem bater, sem pedir licença? Isso não é muito legal, deveria ter aprendido que não se deve entrar na casa das pessoas sem pedir permissão.
Vou contar algumas sensações que a senhora traz. Primeiro a gente começa a pensar na pessoa ou no momento sem parar, varias vezes, e muita das vezes se esquece do que estava fazendo por conta disso. Segundo, a gente começa a sentir uma dorzinha no peito, uma dorzinha que incomoda, e que vai apertando, e o coração começa a disparar. Terceiro e ultimo, quando a sua presença fica forte da até uma vontadezinha de chorar, e chorar não é nem um pouco legal.
Dona Saudade, você pode servir pra mostrar quando uma coisa nos fez bem ou nos faz bem , mas as vezes a sua presença fica tão forte, mas tão forte, que por favor.
Não estou querendo que você pare de existir, longe de mim que isto aconteça, estou lhe escrevendo só para que saiba o que acontecesse quando a senhora aparece. Eu sei que é seu trabalho, e sabe desempenhar muito bem este papel, está de parabéns, mas a senhora não acha que as vezes exagera nas doses de saudade?
Dona Saudade, me desculpe se estou lhe incomodando com a minha carta, mas me senti na obrigação de lhe alertar que as vezes a senhora coloca muita dosagem, não sei se isso é bom, mas que dói um pouquinho, a isso dói.
No mais, muito obrigada por existir, assim posso saber se as coisas me fizeram bem, ou me fazem bem, porque só sentindo saudades mesmo.
Beijos, com carinho, uma garota.
